Pink Floyd - Obscured By Clouds

sábado, março 11, 2017

Ao mesmo tempo que falar de algo que gosto muito é extremamente difícil para mim é também extremamente prazeroso. De todas as coisas que gosto, musica está num patamar muito além, acho que por vários motivos, entre eles que é que a musica realmente me faz viajar muito mais do que qualquer coisa. E por falar em viagem, hoje eu vou falar de um dos meus Cd's favoritos do Pink Floyd e da minha prateleira, acho que foi o primeiro que ouvi inteiro e que me fez me apaixonar pela banda.
O Obscured By Clouds é o sétimo álbum deles, ele também é trilha sonora do filme Francês La Vallée, que é aqueles filmes loucos dos anos 70, que eu sempre quero assistir, mas nunca vou até o fim.
Vamos a resenha:

Obscured By Clouds: A faixa que dá título ao disco é totalmente instrumental, ela tem uma pegada futurista na sua instrumentação, principalmente a batida da bateria, mas o destaque aqui é a guitarra que é linda. 

When You're In: Parece uma continuação da faixa anterior e vale lembrar que nos tempos áureos de 1972  o Pink Floyd abria a turnê do The Dark Side Of The Moon, com essas duas musicas. Até porque quando esse CD foi gravado o Pink Floyd, já trabalhava no The Dark Side Of The Moon, por isso eu diria que ele é uma prévia do que estava por vir, mas uma prévia muito boa.

Burning Bridges: A primeira faixa que não é instrumental, é uma viagem, aquele tipo de musica que tu coloca a tocar e até medita. Gosto muito do contraste da voz do David Gilmour e do Richard Wright, nessa musica. 

The Gold It's in The...: Essa musica tem uma pegada rock clássico, e a letra dela condiz muito com o filme cujo qual foi feita a trilha sonora (já que fala sobre viajar somente pela diversão), mas também com a história do Pink Floyd eu acho, que eles estavam mais na estrada mais por diversão do que por trabalho de verdade. Se me lembro bem Nick Manson fala algo relacionado no dvd de Pompeii, e eu vejo o Pink como uma banda que nunca acabou, pelo menos quando eu ouço as musicas, a impressão que eu tenho é que a banda está mais viva do que nunca, e o medo que eles tinham de virar uma reliquia do passado nunca se concretizou, na verdade não existe na minha opinião banda mais atemporal do que Pink Floyd, é a banda de ontem, hoje e sempre.

Wot's... Uh The Deal: A minha faixa favorita do disco, eu confesso que nunca entendi direito o que a letra quer dizer. 
Essa musica é uma das mais lindas baladas que já ouvi na minha vida, e apesar da letra ser incompreendida por mim o refrão "And I Think I'm Growing old" faz realmente parte da minha vida.

Mudmen: O instrumental dessa faixa lembra muito do de Burning Bridges, eu digo que essa é a mesma musica, mas o Pink queria tocar, e por sinal tocar muito, a guitarra dessa musica é tão linda quanto a de Shine On Crazy Diamond do disco Wish You Were Here, é aquele som que arrepia até a alma.

Childhood's End: A musica com o selo de qualidade Gilmour, lembra bastante outra musica do Pink Floyd chamada Time, tanto na letra quanto no som. Porque se em Time temos o tempo se indo nessa musica temos a infância se indo, mas não é só a infância de uma pessoa, é a infância da humanidade. é como se o mundo estivesse acabando é uma visão muito futurista de tudo, e sinceramente? É pessimista, mas extremamente realista.

Free Four: Ao inves do tradicional "One, Two Three" classico do rock and roll, temos "One, Two, Free Four". Se a musica anterior é muito Gilmour essa é muito Waters, pela letra dessa musica, já tinhamos uma prévia do que iria ser o The Wall, A letra por sinal é bem deprimente, mas já o som é bem alegre, notável contraste não?

Stay: Quem disse que o Pink Floyd não tem canções românticas? Quem canta essa musica é o gênio Richard Wright, que li certa vez que tinha lá suas groupies e talvez essa musica tenha sido escrita para uma delas ou não, quem sabe? O fato é que a musica te dá uma melancolia, mas é linda.
Wright era um gênio e realmente ele faz falta, agora se você está pensando de onde eu tirei que ele tinha groupies, foi de uma entrevista que li com a ex esposa do David, a Ginger Gilmour (nem só de musica e drogas vivia o Pink Floyd).

Absolutely Curtains: Eu não quero ser trágica, mas essa musica me traz várias sensações, entre elas medo, o som é meio obscuro, e diria que ela é quase toda instrumental, porque nessa musica temos o canto da tribo Magupa, o que tem bem a ver já que o filme La vallé, tem como tema também tribos indígenas. É a ultima faixa do disco.

Em geral eu posso dizer que esse é um dos melhores álbuns do Pink Floyd, ele mistura vários elementos e vários estilos. Eles estavam realmente bem inspirados nessa época e tudo eram flores entre eles, o que fazia a banda funcionar, não era só um integrante Waters que queria mandar em tudo.
Não vejo musicas ruins nesse disco, só realmente de difícil compreensão já que elas são uma viagem muito grande, e acho que depois do Ummaguma (que é impossível de entender) é o disco que mais apresenta faixas instrumentais. 
Existem vários elementos nesse álbum que o Pink Floyd daria continuidade em outros trabalhos, como o Atom Heart Mother (o disco da vaca) O The Dark Side of The Moon e até mesmo o A momentary Lapse Of Reason.
Bem pessoal por hoje é isso, até a próxima!


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