Pink Floyd: Live At Pompeii

quarta-feira, janeiro 11, 2017

Voltando a falar sobre coisas que eu gosto muito, posso dizer que de um tempo para cá, desde que me tornei mais velha, meus gostos musicais dentro do gênero rock, mudaram, eu que era apaixonada por Smiths, e Bob Dylan, quase não os escuto mais, não por ter cansado, mas por terem marcado uma época da minha vida tão difícil que não quero recordar, não que de vez enquanto não toque um The Queen is Dead ou o Highway 61 Revisited aqui. Mas realmente eu substitui tudo isso por novos artistas, e dentre deles o que virou queridinho do meu coração foi o Pink Floyd, a banda que eu mais ouvi em um curto espaço de tempo, e vocês não podem imaginar o quanto eu gosto desse trem e também a minha felicidade em comprar esse DVD.
Historinha pessoal já contada, vamos ao show!




O Live at pompeii, como o nome já diz foi gravado em Pompeii, uma cidade que foi destruída pelas cinzas de chuva do vulcão Vesúvio, mas as construções e objetos (e até mesmo os corpos das vitimas) ficaram protegidos pelas cinzas e lama. A cidade foi considerada patrimônio histórico pela UNESCO, e esse filme é um patrimônio histórico da música,

Nossa viagem começa com Echoes, que muitos consideram sinônimo de Meddle (mas não é), e imagens computadorizadas do espaço, na parte instrumental da musica, até que aparece David Gilmour e Richard Wright num lindo dueto, que realmente te transporta para outra dimensão.
Após vem Careful With that axe eugene, do incompreendido Ummagumma, é assim como todo esse álbum, extremamente experimental, um prato cheio para quem gosta desse estilo,
A Saucerful of secrets, do álbum que leva o mesmo nome, tem um destaque a bateria de Nick Mason, é de tirar o folego,
Us and Them, do The Dark side of the moon, aparece sendo gravada no estúdio e foca no lindo teclado de Richard Wright,
Mademoiselle Nobs, que na realidade é Seamus do disco Meddle, é muito criativa, pois até um cão ''canta junto" e David Gilmour toca gaita de boca no lugar do vocal.
Brain Damage, assim como Us and Them, é mostrada sendo gravada no estúdio, e como é característica dessa faixa ela te leva as alturas.
Set the controls for the heart of the sun, tem Roger Waters tocando um Gongo, e a fotografia é bem emblemática, a sombra dele em contraste com o sol.
E por ultimo temos a segunda parte de Echoes, e aí, tu volta a terra.

O mais legal que eu não contei do filme é que entre cada música temos entrevistas e bastidores deles, por sinal, eles eram muito jovens e bem descontraídos, tem momentos hilários como aquele que o Waters traga o cigarro, sério eu morri de rir.
Em suma, é uma obra prima, mas pode ser meio chato para quem não curte a fundo a banda, pois tem bastante bastidores, mas se você aprecia boa musica recomendo, e ninguém viu esse show  com todos eles juntos nessa cidade, pois é só a banda, por isso eu digo que é mais um filme do que um show, que vale muito a pena assistir na solidão do teu quarto, haha.

É isso, até a próxima!



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